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10/02/2015 - Mais da metade da população do Centro-Oeste não usa camisinha


 
Mesmo consciente da necessidade de se usar preservativo para evitar doenças e até mesmo uma gravidez indesejada, 53% da população da região Centro-Oeste disse não usar preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais, segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, divulgada nesta terça-feira (10). O levantamento com base em dados de 2013 apontou ainda que, nessa região, 97% da população informou ter conhecimento da importância do uso da camisinha. Segundo o Ministério da Saúde, os dados fazem parte da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP) e, nesse caso, entrevistou moradores sexualmente ativos. Em Mato Grosso, de 2007 a 2014 foram notificados 5.643 casos de aids, conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES). No entanto, a secretaria informou que não foram levantados os dados de mortes pela doença no estado. Após o diagnóstico, esses pacientes fazem tratamento na rede pública de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No país, cerca de 400 mil pessoas fazem tratamento contra a doença. "Trabalhamos com a prevenção combinada. Primeiro, conscientizamos sobre a importância de se usar o preservativo e depois se for diagnosticado o HIV o tratamento começa a ser feito precocemente, pois quanto antes iniciar o tratamento menos a doença evolui", explicou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da secretaria, Flávia Guimarães Dias. De acordo com o Ministério da Saúde, desde a década de 80, foram notificados 757 mil casos de aids no país e, na região Centro-Oeste, foram 44.112 casos no mesmo período. A estimativa, de acordo com a pesquisa, é que 150 mil pessoas tenham HIV e ainda não sabem. A pesquisa também mostra aumento no número de pessoas que teve mais de 10 parceiros sexuais na vida. Em 2003, esse percentual era de 23% e, em 2013, subiu para 31%. Para a jornalista Kátia Damascena, que contraiu o vírus HIV há 18 anos, falta conscientização e preocupação em não contrair a doença. "A mulher tem medo de oferecer o preservativo e ser taxada de vulgar e o homem não oferece, acredito, que por irresponsabilidade mesmo", avaliou. Ela também acredita que os jovens não tem noção do que, de fato, é a doença e, por isso, não se cuidam antes de contraí-la. Quando descobriu a doença, ela disse que a sensação foi a de que tinha pego um atestado de morte em vida. Depois de mais de cinco anos, disse ter tomado conhecimento do que era a doença e, em seguida, passou por um período de descoberta e aceitação. Já no país, 45% da população sexualmente ativa não usou preservativo nas relações sexuais casuais. Foram entrevistadas 12 mil pessoas, na faixa etária de 15 a 64 anos. A média de casos de aids no Centro-Oeste é semelhante à média nacional. São 20,4 casos para cada 100 mil habitantes no país, enquanto no Centro-Oeste são 20,3 casos para 100 mil habitantes. O governo federal deve destinar 70 milhões de preservativos para todos os estados antes do Carnaval. Contudo, o número para Mato Grosso também não foi especificado pelo Ministério da Saúde. Já em Cuiabá, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, devem ser distribuídos 150 mil camisinhas nesse período. Ainda durante o Carnaval, testes de HIV devem ser disponibilizados aos foliões, no estado. "O teste é feito com uma gota de sangue. É um teste rápido feito por profissionais especializados para que antes e depois - caso seja detectada a doença - haja uma conversa com o paciente", disse a coordenadora da Vigilância Epidemiológica. Segundo ela, o teste será feito nos locais de festa para dar mais comodidade à população.
Fonte: G1

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