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26/12/2014 - A seis dias do fim da Secopa, obras em Cuiabá ainda estão inacabadas


 

A Secopa (Secretaria Extraordinária estadual da Copa) será extinta no dia 31 de dezembro e, ainda assim, quase todas as obras em execução na Grande Cuiabá não estão 100% finalizadas. Entre elas, o VLT, a Arena Pantanal, e  construções de mobilidade urbana ainda precisam ser finalizadas. A previsão era que as 56 intervenções urbanas lançadas pelo governador Silval Barbosa em 2010 ficassem prontas a tempo do Mundial. A reportagem da TVCA não conseguiu marcar entrevista com o secretário Maurício Guimarães, da Secopa, mas ele não foi localizado.

Os contratos começaram a ser assinados ainda em 2010 pelo estado. Para isso, foi criada a Agência estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo (Agecopa), com Adilton Sachetti no comando. O engenheiro civil renunciou e o governador indicou Yênes Magalhães. No ano seguinte, o ex-secretário da Casa Civil, Éder Moraes, assumiu a agência, que depois se tornou a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa). E, no fim do ano, com Moraes exonerado, o cargo passou para Maurício Guimarães, já em 2012.

Uma das primeiras obras a começar foi a Arena Pantanal. Aparentemente pronta, foi usada nos jogos da Copa. Mas, nem ela é considerada uma obra finalizada. A reforma no aeroporto que recebeu grande parte dos turistas ainda não está terminada. Aqui, houve erros no projeto. Foram vários aditivos de prazo ao longo de 2014.

Os dois Centros Oficiais de Treinamento não ficaram prontos. O do Pari, em Várzea Grande, na região metropolitana, nem chegou a ser usado. Na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), o COT está abandonado. O engenheiro eletricista Guilherme Vitorino Pereira de vez em quando passa pelo local, esperançoso, mas não vê mudança. "A gente fica triste em ver a obra inacabada ainda. Vamos torcer pra que o próximo governo melhore as coisas e essas obras todas terminem."

E, em relação às obras de mobilidade urbana, até fevereiro do ano passado, o discurso era esse. "Todas as obras que foram iniciadas ou que vão iniciar, nós vamos entregar ainda em 2013", declarou Silval Barbosa. Em um balanço após a Copa, mudou. "Quando vai inaugurar? Agora eu falo, quando ficar pronto. Porque não depende, o prazo foge do alcance do gestor", disse o governador.

Além de atraso, as obras que foram entregues não estão finalizadas. De acordo com Juarez Samaniego, engenheiro do Crea-MT (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), que fiscaliza 15 obras de mobilidade urbana, pelo menos 12 apresentaram irregularidades grosseiras. “A gente sempre esteve acompanhando e cobrando os projetos e isso nunca nos foi entregue porque, na realidade, não existia projeto. E isso está vindo à tona pela execução dessas obras, com péssima qualidade”, disse Samaniego.

Entre elas, o viaduto da Sefaz (Secretaria de Fazenda), inaugurado, mas interditado. A estrutura apresentou fissuras em agosto e nunca mais o trânsito foi liberado por ali. No local, hoje, os trabalhos são de escavações. “Em análise preliminar de alguns técnicos no Crea, nós entendemos que o problema seria de fundação. Só que eles não passam esse diagnóstico. Foi contratada uma empresa para fazer o diagnóstico dessas obras. E eu entendo que é fundação, porque passando aqui eu vejo que tem uma máquina que geralmente é utilizada para fazer reforço no pilar”, explicou.

Atualmente, é realizada uma perícia contratada pela Secopa para avaliar a qualidade de todas as obras e o tempo que elas ainda devem levar pra ser finalizadas.

VLT
O Mundial passou e nem todas as metas foram cumpridas. O que ficou foram poucas respostas e muito a ser feito. A obra mais polêmica, a de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é também a mais atrasada. Segundo o Crea-MT, só 30% foram feitos. O metrô de superfície é também o mais caro dos projetos de mobilidade urbana voltados para a Copa - quase R$ 1,5 bilhão.

As obras relacionadas à implantação do VLT são as principais acompanhadas pelo Ministério Público estadual (MPE). Segundo o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, faltou planejamento e a modalidade de contrato escolhida também atrapalhou. O RDC (Regime Diferenciado de Contratação), criado pelo governo federal para agilizar a conclusão de obras da Copa do Mundo, permitiu negociar com o consórcio sem que existam projetos em execução.

Ao custo de mais de R$ 1,47 bilhão, VLT de Cuiabá não tem prazo definido para ser entregue e transtornos à população já provocaram ação contra o governador e as empresas responsáveis. (Foto: Edson Rodrigues / Secopa)Ao custo de mais de R$ 1,47 bilhão, VLT de Cuiabá não tem prazo definido para ser entregue e transtornos à população já provocaram ação contra o governador e as empresas responsáveis. (Foto: Edson Rodrigues / Secopa)

Do valor total, R$ 1,5 bilhão, já foi pago R$ 1 bilhão às empresas responsáveis. Desde o início das obras, o MP acompanha e instaura inquéritos. Há dois meses, junto com o MPE, propôs uma ação de indenização contra o governador do estado, secretário da Copa e empresas do consórcio para pagar aos cofres públicos R$ 148 milhões pelo transtorno que a população sofreu durante três anos.

"Todos os inconvenientes que a população passou nesses anos, em decorrência das interdições, que o comércio sofreu por ser diretamente atingido na sua organização, pelas empresa que fecharam, isso não tem como o MP buscar a tutela individual das pessoas, tem que pleiteada ser pela própria pessoa lesada. Mas, de uma forma geral, como isso atinge a coletividade, aí sim cabe ao MP agir e, em razão disso, a ação foi proposta", disse o promotor Clóvis de Almeida Júnior.

Fonte: g1

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