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04/08/2014 - Um ano após acidente, Gabriel Diniz faz planos e quer virar palestrante


 

Lutador capixaba de 16 anos, que ficou tetraplégico após golpe durante o Campeonato Capixaba de jiu-jítsu, quer ser exemplo de superação

- Quero ganhar a vida trazendo a motivação para as pessoas. Todos nós passamos por momentos difíceis, mas não é por isso que temos que desistir. Pelo contrário. É nos momentos difíceis que temos que estar mais fortes.
 
Um ano após a luta que o deixou tetraplégico, Gabriel Diniz mostra no dia a dia tudo o que diz e escreve nas frases de autoajuda. Mais maduro e consciente dos desafios da vida em cima da cadeira de rodas, o lutador de jiu-jítsu faz planos que contrastam com a pouca idade.

Aos 16 anos, ele quer se especializar em dar palestras motivacionais. E também ensaia um futuro como organizador de eventos: pretende promover uma noite de MMA em Alegre, no Sul do Estado, onde vive.

Uma confiança que contrasta com o drama que viveu no dia 4 de agosto de 2013. A data deveria ter sido marcada por uma medalha de ouro no peito, mas o desfecho foi outro.

Na semifinal da segunda etapa do Estadual de Jiu-Jítsu, no Ginásio do DED, em Vitória, o faixa azul sofreu um golpe de Wesley Marques, que causou lesões na terceira e quarta vértebras. Ele ficou desacordado por poucos segundos e perdeu todos os movimentos do corpo.

Dez dias após o acidente, Gabriel voltou a ter sensibilidade na sola do pé e, com o tempo, no resto do corpo. Hoje consegue mexer os pés, as mãos, as pernas e todo o resto, mas nada ainda de forma funcional. 

- Eu achava que ia morrer. Hoje não tenho pressa de andar, treinar e lutar como antes. É mais complicado do que pensava. Tenho minhas limitações, mas minha cabeça está boa e não é a cadeira que vai acabar com meus sonhos.

O lutador também revela não ter tido mais contato com o adversário que aplicou o golpe acidental.

- Ele me visitou uma vez no hospital. Não tenho contato com ele, sei lá… - declarou Gabriel, que diz estar muito mais maduro após o acidente.
 
- Sempre fiz de tudo para ser o melhor e não ser apenas mais um. Sempre respeitei meus adversários. Nunca tive intenção de lesionar alguém, mas nem todos pensam assim e, por conta de uma atitude totalmente errada e falta de experiência por conta do meu adversário, hoje estou tetraplégico. Mas a vida não acaba por conta disso. Amadureci muito. Perdemos em um lado e ganhamos em outro. Viva o hoje pois o amanhã a Deus pertence. Não me arrependo de nada. Faria tudo novamente. Não é uma cadeira de rodas que irá acabar com meus sonhos".

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CONECTADO NA INTERNET


Gabriel Diniz (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)Gabriel Diniz (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)



Como ainda está impossibilitado de fazer o que mais gosta, que é treinar lutas, em especial o jiu-jítsu, Gabriel Diniz gosta de passar o tempo assistindo a filmes e navegando na internet. Um aparelho acoplado na cadeira de rodas facilita o acesso.

- No notebook, mexo com o queixo em uma superfície, que é o meu mouse. Uso o teclado virtual e não tenho dificuldade - explica Gabriel, que como todo adolescente, não desgruda do celular, onde recebe mensagens o tempo todo.

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PALESTRAS E EVENTO DE MMA


Minotauro encontrou com Gabriel Diniz em evento no Espírito Santo (Foto: Richard Pinheiro/Globoesporte.com)Minotauro encontrou com Gabriel Diniz em evento (Foto: Richard Pinheiro/Globoesporte.com)

Gabriel ainda não teve coragem para visitar a academia onde treinava, mas a paixão pela arte suave continua crescendo. Ele assiste aos campeonatos de lutas na televisão, na internet, lê revistas e faz questão de manter o contato com os amigos da época dos treinos.

Para se manter ativo no mundo esportivo, o adolescente teve duas ideias. A primeira foi virar palestrante.

- Me falavam para eu dar palestras, mas eu nem pensava nisso. Alimentei melhor a ideia e minha história pode ajudar muita gente - admite.

O lutador também quer promover um evento em Alegre, que nunca recebeu nada relacionado ao MMA.

- Seria no dia 15 de novembro, com seis lutas de MMA e um desafio de submission (tipo de jiu-jítsu disputado no chão), mas preciso de patrocinadores. Estou conversando com grandes nomes do MMA e o intuito seria promover o esporte na região - contou o garoto, que, durante o tratamento, recebeu apoio de grandes nomes do UFC, como Anderson Silva, Fabrício Werdum, Erick Silva e Minotauro.

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CADEIRA DE RODAS ESPECIAL


Há um ano vivendo em uma cadeira de rodas, Gabriel Diniz vai, geralmente a cada três meses, para Belo Horizonte, onde fica algumas semanas, para fazer tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, referência em tratamentos em reabilitação de lesão na medula. A próxima visita acontece no dia 1º de setembro, mas que ainda está pendente. O motivo: ele precisa de uma nova cadeira de rodas.

 - Preciso de uma cadeira de rodas motorizada, porque essa que uso está difícil para mim. Só que, nas motorizadas comuns, o Joystick fica no braço da cadeira. Tentei usar uma no hospital e não consegui - explicou o garoto, que necessita de um outro modelo de cadeira.

- Experimentei a cadeira mentoniana, em que o controle é no queixo. Ela vem com o Joystick solto, então, na oficina do Sarah Kubitschek vamos adaptar e colocá-lo no meio das minhas pernas, onde consigo mexer melhor. Ela custa R$ 11 mil e não temos condições de pagar - conta.

O tratamento no hospital de Belo Horizonte é federal. Já o plano de saúde cobre as visitas do técnico de enfermagem e do fisioterapeuta na casa do lutador. No geral, os pais de Gabriel, o eletricista Sebastião e a funcionária pública Maria José, conseguem arcar com os gastos.

Para melhor se locomover, Gabriel Diniz precisa de uma cadeira de rodas mentoniana, que custa R$ 11 mil. Quem quiser ajudá-lo, basta fazer qualquer doação na seguinte conta da família:

Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0169
Operação: 013
Conta: 0014606-6
Favorecido: Gabriel Carvalho Charpinel Diniz

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ACESSIBILIDADE


Toda a vida de Gabriel Diniz precisou ser adaptada por conta da cadeira de rodas. No quarto do lutador de jiu-jítsu, foi construído um banheiro.

A espaçosa casa é de dois andares, mas a escada não pôde ser substituída por uma rampa, porque ficaria muito íngreme. O jeito é a família usar a força e levar Gabriel e a cadeira nos braços.

Gabriel Diniz (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)Gabriel Diniz (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)



A rua é de paralelepípedo, o que atrapalha ainda mais a locomoção. Por conta dessas dificuldades, os Diniz pensam em mudar de casa.

- A gente quer mudar para uma casa ou apartamento situado no Centro de Alegre. Um lugar que seja mais acessível e plano. Aqui é um pouco complicado - explica Gabriel.

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AULAS PARTICULARES E FUTURO NA MEDICINA


Mesmo sobre duas rodas, a rotina de Gabriel Diniz é agitada. Fora o acompanhamento de um técnico de enfermagem, que o ajuda nas atividades comuns das 7h às 19h, o lutador ainda faz fisioterapia diariamente.

Ainda sem poder voltar à escola, ele faz aulas em casa. Está no segundo ano do Ensino Médio e já pensa em fazer faculdade na área de Medicina.

- Voltei a ter aula há mais ou menos um mês. Estudar em casa está sendo muito bom porque nada tira a minha atenção e dá para aprender mais - conta o jovem, que já vislumbra uma futura área de trabalho.

- Depois do acidente, comecei a gostar de Medicina e tenho aprendido muito sobre minha lesão e meu corpo.

Fonte: g1

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