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04/04/2013 - Coreia do Norte mantém bloqueio a complexo industrial binacional


 
A Coreia do Norte manteve fechado nesta quinta-feira (4), pelo segundo dia consecutivo, o acesso ao complexo industrial binacional de Kaesong, a 10 quilômetros da fronteira com a Coreia do Sul, em meio à crescente tensão militar na Península Coreana, que opõe o fechado regime de Pyongyang a Coreia do Sul e EUA.

Pelo menos 40 veículos aguardavam para cruzar a fronteira em direção a Kaesong, no lado norte-coreano, quando o serviço de alto-falante anunciou que deveriam retroceder.

No total, 526 sul-coreanos e 421 veículos aguardavam nesta quinta para tentar entrar na Coreia do Norte, informou o ministério da Unificação em Seul.

Na quarta (3), a Coreia do Norte proibiu o acesso de trabalhadores sul-coreanos ao complexo, aberto em 2004 e que simboliza a cooperação intercoreana, além de ser uma fonte essencial de divisas para a Coreia do Norte.

A Coreia do Norte não informou durante quanto tempo manterá o bloqueio, mas precisou que os centenas de sul-coreanos que permanecem em Kaesong estão livres para retornar ao Sul.

A agência sul-coreana Yonhap chegou a anunciar um prazo de 10 dias imposto pela Coreia do Norte para que dirigentes e empregados sul-coreanos abandonassem o complexo de Kaesong, mas a notícia foi desmentida pelo ministério sul-coreano da Unificação.

Em Kaesong trabalham mais de 50 mil norte-coreanos, a maioria para pequenas empresas sul-coreanas que atuam na área manufatureira produzindo roupas, calçados, relógios, utensílios de cozinha, entre outros.

O parque industrial, que conta com pesados investimentos sul-coreanos, até o momento se mantinha em atividade, à margem da crescente crise na península coreana.

Aval para ataque nuclear
A Coreia do Norte intensificou sua retórica agressiva nesta quinta ao advertir que seu Exército recebeu a autorização final para lançar um ataque contra os Estados Unidos, com a possibilidade do uso de armas nucleares.

O Exército advertiu que "o momento de uma explosão (da situação) se aproxima rapidamente" e que uma guerra na península coreana pode eclodir "hoje ou amanhã".

"Os EUA fariam bem em refletir sobre a grave situação atual", acrescentou, considerando que o voo de bombardeiros B-52 e B-2 americanos sobre a Coreia do Sul são a origem do agravamento da crise.

Em uma rápida reação, a Casa Branca exigiu que a Coreia do Norte pare de fazer ameaças. "A Coreia do Norte deve parar com suas provocações e se concentrar em respeitar suas obrigações internacionais", disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Caitlin Hayden.

Potencial bélico Apesar do disparo bem-sucedido de um míssil em dezembro, os especialistas não consideram que neste momento a Coreia do Norte tenha capacidade para atacar diretamente o território americano.

No entanto, Pyongyang ameaçou atacar Guam e Havaí, e está em condições de atingir a Coreia do Sul e o Japão, onde encontram-se 28.500 e 50 mil soldados americanos, respectivamente.

A agência sul-coreana Yonhap e o jornal japonês "Asahi Shimbun" indicaram que a Coreia do Norte parec ter instalado em sua costa oriental uma bateria de mísseis Musudan de médio alcance (3.000 km).

Segundo fontes de inteligência militar citadas pela Yonhap, a Coreia do Norte pode lançar um míssil no dia 15 de abril, aniversário do nascimento do fundador do regime comunista, Kim Il-sung, que faleceu em 1994.

"Vemos hoje uma nova declaração da Coreia do Norte que emite novamente uma ameaça que não é construtiva", declarou a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Caitlin Hayden, referindo-se a uma declaração "que isola um pouco mais a Coreia do Norte do resto da comunidade internacional".

"A Coreia do Norte deve deter suas ameaças e tentar respeitar suas obrigações internacionais", acrescentou.

Pouco antes do anúncio do exército norte-coreano, o Pentágono informou na quarta-feira sobre a mobilização de uma bateria antimísseis THAAD sobre a ilha de Guam, de onde decolam os B-52 que sobrevoaram a Coreia do Sul.

Este sistema de defesa se soma à mobilização de dois destroieres Aegis antimísseis no Pacífico ocidental.

Para o secretário de Defesa, Chuck Hagel, que se reuniu com seu colega chinês Chang Wanquan, as provocações de Pyongyang representam um perigo claro e real.

Para Yun Duk-Min, professor da academia sul-coreana de diplomacia, a maior incógnita é a atitude do jovem líder norte-coreano Kim Jong-un, que, com menos de 30 anos, sucedeu seu pai Kim Jong-il após sua morte, em dezembro de 2011.

"O problema é saber se Kim, que ainda é jovem e pouco experiente, é capaz de controlar a escalada. Isso vai parar? É a pergunta que preocupa", opina Yun Duk-min.
Fonte: G1

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