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27/03/2013 - Suspeita de matar criança passa a primeira noite em presídio do Rio


 
A manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, suspeita de matar o menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6 anos, em Barra do Pirai, na Região Sul Fluminense, na segunda-feira (25), passou a primeira noite na cadeia pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Suzana tinha um aplique no cabelo que precisou retirado, pois as internas não podem utilizar esse tipo de acessório na cadeia. O delegado José Mário Salomão Omena, titular da 88ª DP (Barra do Piraí), disse que os familiares de João Felipe, encontrado morto dentro de uma mala, serão ouvidos nesta quarta-feira (27), inclusive o pai da criança, Heraldo Bichara. Em uma das versões dadas à polícia, a manicure suspeita de matar João afirmou que teve um relacionamento com ele. João Felipe foi encontrado morto na casa da manicure. O menino foi enterrado na terça-feira (26). Na manhã desta quarta, a imobiliária que pertence à família da vítima amanheceu fechada e com um aviso na porta: "Fechada por motivo de falecimento". Manicure diz que não agiu sozinha "Não fiz isso sozinha", disse a manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, de 22 anos, após ter sido presa em flagrante na casa onde morava. manicure, que frequentava a casa da família de João Felipe havia dois anos, confessou o crime. À tarde, ela ligou para a escola do menino, se fez passar pela mãe dele e conseguiu que fosse liberado. João foi morto asfixiado em um hotel. Suzana apresentou cinco versões diferentes para o crime, entre elas a de que pediria resgate para pagar uma dívida do irmão com traficantes. Ela também alegou que teria tido um caso amoroso com o pai da criança. Na manhã desta terça, Suzana reafirmou ao G1 que teve um relacionamento amoroso com Heraldo Bichara, mas não quis dizer por quanto tempo. A manicure contou que comentou com o amigo Rafael, taxista, que queria dar um susto no pai do menino para que ele parasse de “ficar atrás dela”. “Ele não era do tipo que sabia ouvir um não”, disse a manicure sobre o pai da criança. O taxista teria chamado um outro homem para participar do “susto”. Segundo Suzana, este homem, cujo nome ela não informou, teria dito o que ela deveria fazer, o que teria que dizer quando ligasse para a escola. Embora Suzana tenha dito que não cometeu o crime sozinha, as investigações indicam que ela não teve ajuda de ninguém. O caso continua sendo investigado na 88ª DP (Barra do Piraí). Conhecida da família Há dois anos, Suzana frequentava a casa da família da vítima como manicure. Segundo a polícia, por volta de 14h30 de segunda, ela ligou para o Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, onde o menino estudava. Se fazendo passar pela mãe da criança, teria dito que a babá se enganou ao levá-lo para a escola porque ele precisava ir ao médico e pediu que João Felipe fosse colocado em um táxi. Pouco depois, o corpo da criança foi encontrado em uma mala dentro da casa da manicure. De acordo com a polícia, Suzana levou a menino para o Hotel São Luiz, no Centro da cidade, e o asfixiou. Para não gerar suspeita, Suzana chamou outro taxista para levá-la em casa. Só que como durante o trajeto, o menino não abriu os olhos, nem se mexeu, o taxista achou estranho e avisou à polícia. As investigações só foram iniciadas depois que a mãe de João Felipe foi à escola buscá-lo no fim da tarde. Ao G1, a manicure disse que não se identificou quando ligou para o Instituto de Educação Nossa Senhora Medianeira, mas afirmou apenas que o menino teria que ir ao médico. Quando chegaram ao hotel, os dois rapazes que a ajudavam - o taxista e o amigo - decidiram que iam pedir resgate pelo sequestro. A suspeita diz que não concordou e os outros dois disseram que iam ter que “dar um jeito na criança”, porque senão seriam reconhecidos. A escola alegou ao RJTV que a mulher que ligou se passando ser mãe da vítima tinha riqueza de informações sobre o menino e sobre a rotina da criança. Afirmou ainda que os funcionários não estranharam o pedido de mandar a criança pelo táxi, porque a família tinha o hábito de fazer isso. De acordo com a polícia, a manicure foi presa em flagrante e indiciada pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, emboscada e por ocultação de cadáver. Ela não tem passagem pela polícia. As investigações revelaram que a manicure agiu sozinha.
Fonte: G1

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